Noiva BH por Rose Quadros

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Muito noiva!

29/03/2011

MUITO noiva! É assim que meu noivo me chama quando dou minhas crises relacionadas ao casamento! Rs! Quando escrevo crises, quero dizer crises boas e crises ruins… Como assim? Bom, lá vou eu me aventurar pelo mundo da redação que realmente nunca foi meu forte… Sou engenheira! Gosto de números e artes exatas! Rs! Mas tenho certeza que quem é “muito noiva” vai entender quando ler…

 

 

O dia do casamento é muito idealizado pela maioria das mulheres. Por que isso? Confesso que não sei a causa real… Talvez ainda tenhamos um vestígio daquela época em que as mulheres nasciam apenas para se casar, ter filhos e ficar, o resto da vida, por conta da casa, marido e crianças. Talvez os filmes estilo comédia romântica, que meu futuro maridinho carinhosamente chama de “filme de menina”, tenham uma certa influência. Talvez ainda tenhamos contatos com aqueles casais velhinhos que passaram por tanta coisa juntos e ainda andam de mãos dadas pelas ruas como um casal de namorados. Talvez seja uma mistura de tudo isso com uma grande fé de que ainda existe aquele amor eterno.


Eu tive fases na minha vida. Até meus 19/20 anos, casamento era uma coisa muito distante pra mim. Não pensava muito nisso, mas sempre que o assunto surgia de alguma maneira (leia-se, tias falando que já está passando da sua hora de casar), eu dizia que se eu fosse casar um dia, seria um casamento memorável. Uma festa para todos saberem que eu estava casando! E que a cerimônia seria na Basílica de Lourdes. Por que isso? Não sei… Só sei que era assim! Rs!

 

Eu tive um namoro longo… Entre meus 19 e 24 anos… Por causa disso, o assunto casamento começou a aparecer com mais frequência na minha vida. Chegou um ponto onde o próximo passo seria o casamento, mas estranhamente, eu não ficava assim muito louca com a história. Por fim, esse relacionamento acabou e me vi sozinha depois de quase 5 anos. Que loucura! Eu não sabia viver mais assim! Tinha até perdido o contato com a maioria dos meus amigos e não sabia por onde começar. 

 

Felizmente, temos uma grande capacidade de adaptação e com a ajuda dos meus lindos amigos (little help from my friends), voltei a me socializar. A amizade verdadeira vence o tempo e a distância. Amo muito meus amigos e quero aproveitar para fazer um agradecimento especial para dois deles: os Rodrigos! Rs! Sim, meus dois melhores amigos são homens, chamam Rodrigo e, estranhamente, vou me casar com mais um Rodrigo! Meu coração até pula quando penso em todos eles! Amo muito!

 

Voltando, após uma fase de viagens, baladas, bares, etc, fiquei mais calma. E re-conheci meu amor. Usei esse termo porque eu já conhecia esse ser maravilhoso a alguns anos. Éramos colegas de tatame. Treinamos Krav-Magá juntos. A gente treinava junto, dava risada, mas não era nada além disso. Nunca tinha olhado pra ele de forma diferente. Até que ele se mudou pra São Paulo e muitas coisas aconteceram, as conversas por MSN se intensificaram e quando vi, estava sendo pedida em casamento no dia do Natal!

 

Eu juro que nunca imaginei que sentiria algo assim! Eu me tornei a MUITO noiva que ele sempre fala! Quando penso que vou me casar com ele, explode uma felicidade tão grande que não sei explicar. Então, cada detalhe desse “grande dia” (tem gente que ri de mim quando falo isso), se torna pra mim uma coisa muito importante! 

 

Por isso existem as crises boas e ruins que falei láááá no início (eu sei, escrevi demais).
O que é uma crise boa? É aquela que faz você ficar feliz quando fecha alguma coisa que você queria muito para o casamento, aquela que faz você se empolgar e fazer de tudo para que o seu grande dia seja dividido com pessoas que você gosta de uma maneira que eles sintam pelo menos um pedacinho da sua felicidade.

 

É você não caber em si quando seu noivo abre um sorriso e fala que confia em você e tudo está ficando perfeito. É querer participar de tudo quanto é coisa que tem para noivas, podendo falar bastante desse assunto com pessoas que estão no mesmo mundo e não incomodar aqueles que ainda não entraram nessa fase. É visitar todos os blogs, sites, comprar revistas e virar (ou achar que virou) uma especialista em casamentos! Rs!

 

As crises ruins são aquelas que fazem você perder seu humor quando alguma coisa não acontece como você quer. A gente começa a achar que tudo vai dar errado. É ficar muito p* da vida quando alguém fala com você que uma idéia que você teve para, por exemplo, presentear os padrinhos é uma “bobagem” (como odeio essa palavra!). É ficar nervosa e descontar no noivo sem motivo algum.

 

Eu sou crisenta. Tenho todas as crises. Mas tenho muita sorte. Eu tenho um noivorido maravilhoso, uma família que me ama, amigos que me apoiam e um blog para escrever sobre tudo isso! Rs!

 

No final sei que vou ter uma festa maravilhosa e, mais importante que isso, vou ter um casamento! Uma vida com a pessoa que eu amo… Para passar por todas as alegrias e dificuldades da vida a dois e, quando ficar bem velhinha, passear de mãos dadas como um casal de namorados…

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Escrito por: Mariana Reis
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